Você já deve ter ouvido alguém falar. 

2010 parece mesmo ser o ano da publicidade brasileira.

Fatores para isso, realmente não faltam: Copa do Mundo, Eleições e mais um monte de oportunidades boas de mídia.

A economia em pleno crescimento, faz com que inúmeras empresas internacionais comecem a prestar mais atenção no Brasil.

As varejistas por exemplo, foram as primeiras que se movimentaram. O Grupo Pão de Açucar varreu o mercado com suas recentes aquisições e as grandes multinacionais Wal Mart e Carrefour, preparam estratégias de mercado para, em curto prazo, alcançarem ainda mais espaço no nosso país.

Ótimo!!! "Época de vacas gordas", como diria meu avô.

Quem ganha com isso? Nós..consumidores e claro..nós, publicitários.

Nunca antes na história do nosso país, iniciamos um ano com tanta motivação e esperançosos de resultados positivos. É um ano promissor mesmo!!!

Grandes marcas começam a aterrisar no Brasil para conhecer o mercado.

Isso faz com que as concorrentes, intensifiquem e planejem ainda mais sua comunicação.

Empresas que já estão aqui há algum tempo, tem aumentado suas verbas de mídia nos últimos meses.

Já viram a intensidade de mídia da Hyundai, por exemplo?

Não é a toa que acompanhamos na mídia, nas últimas semanas, uma série de novas contas de empresas estrangeiras, chegando às principais agências brasileiras.

E você com isso? Ora... ora...ora...

Se está fora do mercado, se atualiza o quanto antes e corre, porque é agora ou nunca. Oportunidade igual a esta, não aparece toda hora.

Se está empregado, faça uma avaliação e veja se não está acomodado demais e precisando de novos ares.

Lembrem-se: época de vacas gordas!!!

Boa Quinta-Feira a todos.

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Galera, boa noite.

Acabei de ler um texto fantástico do Neto, que atualmente é vice presidente da Bullet.

No texto, que reproduzo aqui, nas linhas abaixo, ele manda um recado àqueles que fazem todos os dias para si mesmos, para seus professores e amigos, a pergunta: "Eu tenho alguma chance de conseguir um emprego numa agência"?

Leiam atentamente o texto abaixo:

 

Depois de responder mais de mil e quinhentas perguntas no formspring, percebi que existe uma questão recorrente feita por aqueles que estão começando a carreira ou saindo da faculdade. Uma questão que poderia ser resumida assim:

“Eu tenho alguma chance de conseguir um emprego numa agência?”.

Pensando bem, não é uma questão nova. Lembro que quando era assistente de diretor de arte, na época do paleolítico dessa profissão, convivia com essa dúvida. Será que um dia vão me dar uma chance? Será que tenho algum talento? O que será que eu preciso para virar um diretor de arte de verdade?

Cheguei a perguntar para o diretor de arte de quem eu era assistente: “Vem cá…alguma vez disseram que você não tinha talento para essa profissão?”

Ele lambeu o pincel [não, não existia computador naquela época] e respondeu: “Sim“.

A resposta me deu um certo alívio, afinal, ninguém nunca havia dito que eu não tinha talento…é certo que também não haviam dito que eu tinha, então arrisquei minha sorte: “e você acha que eu tenho talento para…”

“Não! E me deixa trabalhar, porra“.

Ou seja, se você está aí, inseguro, saindo da faculdade, entrando na faculdade, arrumando seu primeiro emprego ou desempregado atrás do primeiro emprego numa agência, não tema. A angústia do “será-que-eu-nasci-pra-isso?” todo mundo tem.

Então prepare-se, porque vou tentar responder justamente o seu caso.

Funciona assim: a não ser que você seja o próximo profissional genial, o Marcello Serpa da sua geração, vai ser muito difícil você saber se nasceu para essa profissão até que você adquira alguma experiência. Alias, se você acha que é o próximo gênio da publicidade brasileira, pare de ler este texto imediatamente por dois motivos:

Se você é mesmo um gênio, não tenho o que dizer a você.
Se você não é, então você não passa de mais um arrogante que acha que é, aí este texto não vai sensibilizá-lo.

Muito bem, já que você continuou, assumo que você tem alguma humildade, mas é inseguro de seu talento, como 99% dos profissionais iniciantes. E o que preocupa você é como adquirir a tal experiência se ninguém contrata você.

A resposta para esta pergunta não é muito animadora. Se você é quem eu estou pensando, tenho uma triste notícia para lhe dar: você é um commodity, um jovem padrão. Igual a você tem um porrilhão de estudantes saídos de cursos técnicos, faculdades, Miami Ad School…até Panamericana. Tem uns até que conseguiram fazer estágio em Nova Iorque, em agências da moda.

A esta altura você vai dizer “puta cara baixo astral”.

Mas espere, não desista. Já que você leu até aqui, continue mais um pouco.

Pense comigo: quanto antes você se der conta que você não tem muito a oferecer, quanto antes você se ligar que sua formação é mediana e que você tem um conjunto de talentos semelhante à maioria dos outros caras com quem disputa vagas, melhor.

Porque agora você só precisa descobrir alguns diferenciais para se destacar na multidão.

Se você perguntar quais são estes diferenciais para 10 profissionais, vai receber 10 respostas diferentes. O que eu posso dizer é a atitude que faz com que eu considere a contratação de um profissional inexperiente para a Bullet.

Então vamos lá:

Dedique-se. Não, você não vai sair na sexta-feira a tarde para chegar em Maresias sem trânsito. Ferrou velhinho. Você tem que mostrar que está na agência na hora certa e que sai da agência na hora que for. Você tem que deixar claro que a agência pode não ser a coisa mais importante da sua vida, mas que você está pronto para se dedicar à sua nova profissão. E isso não pode ficar só no discurso.

Tenha bom senso. Estou seguro que uma infinidade de ideias revolucionárias vem da cabeça de gente nova na profissão, como você. Gente sem vícios, com agressividade diante de velhos problemas. Mas por favor, pense antes de falar. Pense de novo. Não fique calado quando tiver certeza do que vai dizer. Mas evite falar tudo que vem a cabeça, porque que você vai ficar surpreso como algumas de suas ideias geniais já foram executadas alguns anos atrás. Alias, esse desafio [e odeio esta palavra] é uma das coisas que tornam essa profissão tão legal.

Informe-se. Não me refiro ao velho chavão de “conheça o que está acontecendo no mundo”. Conhecer o que acontece no mundo é importante, mas aqui, me refiro a conhecer sua profissão. Quem são os grandes talentos de hoje e do passado. Quais são as campanhas que você precisa conhecer. Está tudo aí nos anuários. Descubra um profissional que você paga pau. Tente entender como ele pensa ou pensava através de suas campanhas.

Perca a timidez. Mais de uma vez, nas velhas reuniões de brainstorm da JWT, onde a criação estava toda reunida em volta de um problema, deixei de sugerir algo, para ouvir a mesma ideia um segundo depois, na boca de outro profissional. Lembro da raiva que sentia. Da sensação de “por que eu não falei, droga?!”. Mal sabia que se eu tivesse falado, talvez todos teriam me ignorado, “afinal moleque, quem é você pra ter ideias? Tenha bom senso, porra!” Mas eu garanto que você vai se sentir mais confiante e a equipe vai respeitá-lo se você participar com ideias e não for apático. Trabalhe com a cabeça, mesmo quando pedirem que você trabalhe apenas com os braços.

Com isso você tem uma boa chance de ser contratado [na Bullet pelo menos]. Fica só faltando uma coisa: uma oportunidade. Uma vaga. Que as vezes não aparece nem para profissionais muito experientes.

Afinal, estar no lugar certo, na hora certa, muitas vezes é uma questão de sorte. E se você não tem sorte é bom que você saiba que nenhuma agência precisa de um profissional azarado.

Neto é vice-presidente de criação da Bullet.

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Sabemos que dentre as inúmeras possibilidades da falta de ética na atividade publicitária, está a falta de veracidade nas informações transimitidas ao consumidor.

E cabe ao CONAR analisar e julgar as peças que tenham qualquer conteúdo inadequado.

Na última sexta-feira, estava eu ouvindo a Rádio Bandeirantes, mais precisamente um jogo da Série B do Campeonato Brasileiro. (Nossa!!! terrível, eu sei. Quer saber o jogo? Ta bom, eu digo: Portuguesa x Duque de Caxias)

Em um dos espaços reservados para as chamadas dos patrocinadores, o locutor esportivo, disse mais ou menos assim:

"LÂMPADAS FLC. NESTE ÚLTIMO APAGÃO, QUEM TINHA LÂMPADAS FLC FICOU SOSSEGADO. NÃO SE ESQUEÇA: VAI COMPRAR LÂMPADAS, TEM QUE SER FLC"

Escutei aquilo e fiquei por algum tempo tentando entender o que havia sido dito pelo locutor.

Quer dizer, que quem tem lâmpada FLC em casa não sofreu apagão? Ué, lógico que não!!!!

Então seria uma publicidade enganosa???

Pô, logo do anunciante que tem como garoto propaganda o ator global Lima Duarte, sinônimo de credibilidade.

Penso eu, que o texto estava escrito e não foi dito por impulso pelo locutor.

Achei terrível, fraco e mentiroso este texto.

A minha conclusão é bem simples: De três possibilidades, somente uma:

- Ou só vende lâmpadas FLC em estados que não foram atingidos pelo apagão; (estaria veiculando a peça na praça errada)

- Ou as lâmpadas possuem baterias (não me parece lógico)

- Ou a publicidade foi enganosa (acredito mais nessa)

Em qual delas você acredita? 

Boa semana a todos.

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Pois é. Ontem foi um dia bem diferente para todos nós, brasileiros. Imaginem então, para os cariocas.

Quem diria: o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Violência??? Imagina, cidade maravilhosa!!!

Assisti ao vídeo de apresentação do Rio, ao Comitê Olímpico Internacional.

Pow, quase arrumei minhas malas e me mudei para o Rio. Fernando Meirelles consegiuiu esconder até os morros. Que cidade bacana aquela que aparecia no vídeo.

Me fez lembrar as cenas das novelas das oito, gravadas no Rio. Tudo muito lindo, todos muito ricos e belos.

Somado a isso, crianças felizes, motoristas sorridentes e um sol de 40 graus. Ah, e mais uma vez: nada de morros.

Ao contrário do que vocês podem achar, não sou contra a cidade do Rio de Janeiro ser sede dos Jogos.

É indiscutível que temos problemas sociais aos montes aqui no Brasil e que 20 bilhões de reais poderiam ser destinados para esses problemas, ao invés de uma Olimpíada.

Por outro lado, entendo que o evento força investimentos que talvez não fossem feitos em uma situação normal.

É a velha história do ovo e da galinha.

Como publicitário, estou feliz da vida, porque a coisa vai ser fantástica. Acredito que junto com os setores de engenharia e turismo, a publicidade vai ser umas das áreas que mais vai lucrar com o evento.

Aliás, a coisa já começou a pegar fogo. Os anúncios de oportunidade lotaram as páginas das revistas e jornais hoje e inserções em tv aberta por todo o país.

Ontem mesmo, estava eu na Talent, aqui mesmo em São Paulo, quando ouvi um cara da Mídia falando que o Jornal O Globo iria lançar um caderno especial hoje, com 32 páginas e que em 5 minutos havia vendido todos os espaços publicitários. Caramba!!! Ninguém quer perder a oportunidade de lançar um anúncio no jornal de hoje, lá no Rio de Janeiro.

O rapaz ainda disse que a diretoria do Jornal O Globo estava pensando em aumentar o número de páginas do caderno especial Rio 2016, para possibilitar um maior número de publicidade. Mas sabem por que isso não seria feito? Por que a tiragem ia ser muito grande e estava faltando papelo no Jornal. Pasmem...... faltando papel no Jornal???

Ah não. Nem falo mais nada depois dessa!!!

 

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 Dia desses, um colega publicitário disse que o mercado de agências aqui em São Paulo, não abre vagas para novos profissionais de mídia já faz um tempão.

É verdade que tem uma ou outra agência que as vezes lança um programa de trainne ou de estágio, mas de forma geral não é assim que acontece.

O colega publicitário, disse que 90% das vagas existentes nos departamentos de mídia das agências são preenchidas por profissionais provenientes de departamentos de mídia de outras agências. Ou seja, existe uma dança de cadeiras, mas entre esses profissionais somente.

Não sei a fonte exata dessa informação colocada pelo colega, porém, devo dizer que acho um dado bastante impressionante.

Se pararmos para pensar, o profissional de mídia é o cara dos contatos, das amizades, enfim... admito que confio no dado da pesquisa.

Pronto, admito! Mas e a quantidade de profissionais de mídia que não conseguem entrar nesse mercado?

Tudo bem... vamos voltar a discutir então a questão da necessidade da experiência. Mas se ninguém dá a oportunidade, como ter a experiência? É a história do ovo e da galinha.

Fui vítima disso por muito tempo e escuto de meus alunos, todos os dias, o que eles devem fazer para trabalharem e atuarem como mídia. Incentivo a leitura, a participação em congressos, workshops. Indico os cursos do Grupo de Mídia, digo para tentar de toda forma, contato com gente da área.

Mas tenho que admitir: ainda assim, é difícil. É uma "panela" e o QI ainda continua sendo a porta principal de entrada em agências paulistanas.

Igual situação, vemos na profissão de treinador de futebol.

Já notaram o quanto é difícil "aparecer" um técnico novo no nosso futebol? Os nomes são sempre os mesmos. Eles apenas mudam de cadeiras. Olhem o Leão. Por quantos clubes ele passou nos últimos anos? Há quem diga que ele ganha mais dinheiro com rescisão de contratos do que com salários mesmo.

Vejam só um exemplo:

Nesse atual campeonato brasileiro, o técnico Ney Franco, foi demitido do Botafogo, e menos de 12 horas depois, já era anunciado como novo técnico do Coritiba. Já o "demitido" técnico do Coritiba, o René Simões, seria anunciado na Portuguesa, horas depois.

Estou exagerando fazendo essa relação dos mídias com os técnicos de futebol ou estou correto?

Qual a opinião de vocês sobre o assunto?

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