Ocorre em todas as profissões, mas parece que em Comunicação, a coisa é mais séria. 

No final do ano passado, em mais um dia parado nas ruas de São Paulo, escutava atentamente as informações do trânsito passadas pelo jornalista Muybo Cesar Curi, do Programa Jornal em Três Tempos, da Rádio Bandeirantes.

Sempre fui muito fã do Muybo, (que faleceu no mês passado, aos 80 anos de idade) pois, além de jornalista era criador de pássaros e excelente compositor.

Porém, notícias do trânsito de São Paulo definitivamente, não eram para ele. Quem o encarregou dessa tarefa? Ele, com um grande potencial, parecia estar sendo mal aproveitado dentro da emissora. 

Ao meu ver, aquela tarefa deveria ser entregue a uma pessoa mais dinâmica, com uma dicção melhor e possuir um texto mais enxuto e rápido. Resumindo: um jovem repórter.

Esse foi só um exemplo, mas acontece em todas as profissões. Querem ver na propaganda?

É "chover no molhado" dizer que o mercado da propaganda mudou bastante nas últimas décadas. Grande parte, só na última década. Mudanças ainda maiores ocorrerão nos próximos cinco anos.

Hoje, as agências de publicidade de todo o mundo, estão atrás de profissionais dinâmicos, pois se adaptem mais facilmente a qualquer situação.

Tanto é, que nomes consagrados nas décadas de 80 e 90, começam a perder espaço dentro das agências.  Não é por mal ou por falta de capacidade. É tendência mesmo!!!

As soluções que esses dinossauros tinham para os clientes, já não são soluções tão assertivas para os problemas dos clientes nos dias de hoje.

Os clientes hoje, querem estar nas redes sociais, trocando informações relevantes com os internautas, ou seja, pura interação com o consumidor. Como um dinossauro vai ajudar nisso?

Qual a impressão que causará ao cliente, quando ele souber que o cara que cuida da marca dele na internet, é um cabeça branca?

Conhece algum cabeça branca que entenda muito de SEM e SEO? Eu não, mas conheço garotos de 17, 18 que entendem muito. Percebem?

Como disse, as agências já começaram essa reengenharia em seus departamentos, em especial ao de mídia.

Exemplo dessas mudanças, é o Tomás Penido, Diretor Geral de Mídia do Grupo TV1. Um cara na faixa dos 30 anos, com idéias inovadoras e que surgiu para dar um novo gás ao departamento de mídia do grupo. Sangue novo, nova inspiração. Conversei com ele na semana passada e ele me dizia que em sua equipe, a maioria é jovem e são todos apaixonados por mídia, ou seja, pelo trabalho. Ele foi um exemplo, mas podemos citar aqui o Gaion, a Lica Bueno, o Luis Fernando Vieira, entre outros.

Mas ainda existem dinossauros que não perceberam que passam a atrapalhar, ao invés de ajudar. É louvável e reconhecida a capacidade técnica dos dinossauros, mas de nada adianta, se essa capacidade não atender mais as exigências da agência e os objetivos do cliente.

Os dinossauros percebem essas mudanças e para não darem o braço a torcer, prefere dizer que "o mercado já não é como antigamente".

Ou seja: "tá ruim, mas tá bom", porque se não tivesse bom, largava o osso, certo?

Esses caras deveriam ficar em casa, descansando e aproveitando a família.

Sai daí, dinossauro!!!

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Todos nós temos acompanhado com muita tristeza a tragédia que ocorreu na semana passada, no Haiti.  

Em toda a minha vida, nunca tinha visto cenas tão fortes na tv.

Como exempo, cito aqui o telejornal global Bom Dia Brasil da última Sexta-Feira. Cheguei a chorar com as matérias, ao ver tanta tragédia naquele país em que o povo já tem uma vida sofrida.

E põe sofrida nisso! As pessoas brigando por comida e água. Como isso pode ocorrer em pleno século XXI?

Hoje, o Blog do Crespo comenta pela primeira vez sobre o ocorrido. Porém, não iremos falar da tragédia propriamente dita e sim da atuação dos veículos de comunicação que cobrem o triste episódio.

Tudo bem que a foto é bastante forte e "infelizmente digna" de uma capa de revista, mas precisavam utilizar a mesma foto? Com tantas câmeras no Haiti, tenho certeza que existem outras milhares de fotos tão fortes quanto esta aí que a Revista Veja e a Revista Época estamparam em suas últimas edições.

Feliz o fotógrafo que lucrou duas vezes e pode colocar no seu currículo que "fez", na mesma semana, as duas capas mais importantes do país.

Boa semana a todos.

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Você deve ter visto ou ao menos ouvido falar.

Na edição de Reveillon do Jornal da Band, que tem como âncora o jornalista Boris Casoy, apareceram dois varredores de rua desejando felicidades aos telespectadores da emissora.

Enquanto a imagem mostrava os garis contentes "dando os seus recados", o jornalista Boris Casoy, sem saber que seu microfone estava ligado, proferiu as seguintes palavras: " Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho".

Segue o vídeo abaixo com o ocorrido:

 

Obviamente, toda a sociedade brasileira, ao tomar conhecimento do ocorrido, se revoltou com o fato. A cúpula da emissora não se manifestou publicamente. Porém, por conta da repercussão que o caso tomou na mídia brasileira e até internacional, na edição seguinte do Jornal da Band, Boris Casoy pediu desculpas aos garis.

Vejam:

 

Mas já era tarde. Conforme o twitter do Blog do Crespo noticiou ontem, o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Prestação de Serviço e Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) entrou com três ações judiciais contra o âncora do jornal, Boris Casoy e contra a emissora TV Bandeiraintes. Se tratam de duas ações em benefício da dupla de varredores e uma ação em benefício de toda a categoria, que na visão do Siemaco, se sentiu humilhada.

A Folha onLine, foi atrás dos garis que apareceram no Jornal da Band e então, eles puderam dar a versão deles sobre o caso.

Vejam:

 

Agora, minha opinião.

Conheço o jornalista Boris Casoy desde que eu tinha 7 anos de idade. Ele é padrinho de uma colega que estudou por muito tempo comigo no Colégio Objetivo.

Lá no início da década de 90, já era considerado um jornalista dotado de muita credibilidade.

Ao meu ver, foi o primeiro âncora a comentar as notícias veiculadas no joRnal, dando a sua própria opinião para cada caso. Acho bacana isso!!!!

Então ficam as perguntas: Como pode fazer uma coisa dessa? Será que foi a primeira vez que ele fez algo do tipo? Duvido!!! 

Pedido de desculpas não cabe. A "cagada" já está feita e agora não há o que fazer.

Acho que o Siemaco está coberto de razão e deve procurar defender os direitos da categoria, na Justiça.

Poucos dão valor ao lixieros e varredores de rua, mas imaginem se eles não existissem ou simplesmente entrassem em greve por poucos dias, numa cidade como São Paulo.

Ainda digo mais: é bem provável que a corda tenha estourado do lado mais fraco, ou seja, sobrando para o perador de áudio do Jornal da Band. Absurdo!!!

Para encerrar, fica ainda mais vergonhoso para Boris Casoy, quando os dois varredores de rua aparecem neste último vídeo e dizem que não têm mágoas e ainda desejam "felicidades e muitos anos de vida" ao jornalista da Band.

Dois varredores de rua dotados de uma riqueza que Boris jamais vai possuir: a riqueza interior!!!

Para você, Bóris: "ISSO É UMA VERGONHA"!!!

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Trata-se de uma ação para um portal de notícias na Nova Zelândia.

Segundo os responsáveis pela campanha, a idéia é mostrar o que acontece aos jornalistas do site, quando não publicam os chamados "furos" jornalísticos.

Pois é... vão para o tomate. hehehe

Engraçado? Humilhante?

Eu gostei da ação.

Dica do BlueBus. 

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Este blog decidiu não comentar a guerra protagonizada pelas emissoras Record e Globo, nos últimos dias.

A idéia é que a poeira possa abaixar para depois de ouvir todas as partes, dar o nosso "pitaco".

Porém, me deparei com esse vídeo na net. É um dos mais acessados do Youtube, nesta semana.

O vídeo mostra os dois tempos na vida do profissional Celso Freitas.

 Vida de jornalista é assim mesmo ou cabe aí um julgamento de seus valores?

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