*Telefonista: Pizza Hut, boa noite!

 *Cliente: Boa noite! Quero encomendar pizzas...  

 *Telefonista: Pode me dar o seu NIDN? 

 *Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.  

 *Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu endereço é Avenida Paes de Barros, 1988 ap. 5 B, e o número de seu  telefone é 5494-2366, certo?   O telefone do seu escritório da  Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu celular é 9266-2566. 

 *Cliente: Como você conseguiu essas informações todas? 

 *Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.  

 *Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma de quatro queijos e outra de calabresa... 

 *Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia... 

 *Cliente: O quê? 

 *Telefonista: Consta na  sua ficha médica que o Senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta.     Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde. 

 *Cliente: É  você tem razão! O que você sugere? 

 *Telefonista: Por que o Senhor não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Senhor vai adorar!  

 *Cliente: Como é que você sabe que vou adorar? 

 *Telefonista: O Senhor consultou o site 'Recettes Gourmandes au Soja' da Biblioteca Municipal,dia 15 de janeiro, às 4h27minh, onde permaneceu conectado à rede durante 39 minutos. Daí a  minha sugestão...  

 *Cliente: OK está bem! Mande-me duas pizzas  tamanho família! 

 *Telefonista: É a escolha certa para o Senhor, sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza. 

 *Cliente: Quanto é?  

 *Telefonista: São R$ 79,99. 

 *Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito? 

 *Telefonista: Lamento, mas o Senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.  

 *Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza. 

 *Telefonista: Duvido que consiga! O Senhor está com o saldo negativo no  banco.  

 *Cliente: Mas o que é isso ?!!!! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?  

 *Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos.  Se o Senhor estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso... 

 *Cliente: Mas que história é essa, quem foi que disse que eu vou de moto?  

 *Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la... 

 *Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!  

 *Telefonista: Gostaria de pedir ao Senhor para não me insultar...  Não se esqueça de que o Senhor já foi  condenado em julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional. O senhor não é mais réu primário ... 

 *Cliente: (Silêncio)

 *Telefonista: Mais alguma coisa? 

 *Cliente: Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção. 

 *Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas... 

 *Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!

*Telefonista: Grande coisa! Aqui diz que o senhor mora num apartamento térreo !

 (Luiz Fernando  Veríssimo)

COMENTÁRIOS

O excelente texto de Luiz Fernando Veríssimo foi enviado para mim, pelo Clayton, frequentador deste blog.

Além de engraçado, o diálogo é bastante preocupante.

Você acredita que será assim mesmo ou houve exagero no texto? 

De que modo a publicidade pode se fazer valer dessas valiosas informações?

Como profissional de mídia que sou, fico pensando em como iremos impactar nosso público daqui há alguns anos.

Vamos pensar a respeito.

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Nesses últimos dias, um dos assuntos que mais se comenta no meio digital é quanto aos problemas do IPhone 4.

Por mais incrível que possa parecer, o problema não é nenhuma coisa do outro mundo.

Os usuários reclamam da constante falta de sinal do aparelho. (é que eles não conhecem o Nextel. Se conhecessem, estariam satisfeitos com os problemas do IPhone)

Na última Quinta-Feira, o próprio Steve Jobs (que embora se ache, não é Deus), em uma coletiva de imprensa, reconheceu que o aparelho tem problemas e que a Apple já criou uma capa protetora para os proprietários do IPhone 4.

A capa chamada Bumper Case ajuda na fixação da antena e reestabelece o sinal, deixando novamente felizes, os propriétários do IPhone 4.

Pronto. Simpls assim!!!

Para quem tem o aparelho, a capa será entregue gratuitamente. Para aqueles que ainda não tem, pode comprar em qualquer loja Apple, ao custo de US$ 30,00. (quem vai querer?)

Os caras prometem ainda que vão colocar a capa como ítem de caixa, nos aparelhos ainda não vendidos.

Mas o que me chamou mais a atenção no assunto, é que a Apple promete aos usuários ainda insatisfeitos, que pode devolver o dinheiro da compra do IPhone. Sim, eles prometem reembolso!!!

Atitude excelente de uma empresa séria!!!

Agora, pensem comigo: para esses caras que tem um IPhone4, qual a graça que teria ter que devolver o aparelho e ficar com o dinheiro na mão?

Esses caras preferem ter um IPhone4 com problemas, do que ter a grana "em dobro" (que não é o caso) em mãos.

Bela jogada de Steve Jobs (que não é Deus), que não vai tirar um único centavo do bolso porque conhece MUITO o perfil de seus consumidores.

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Até aqui, eu vinha defendendo a Devassa, mas achei que esse novo vídeo que passou a ser veiculado ontem, para todo o Brasil, é uma tiração de sarro do CONAR.

Isso não é nem um pouco bacana e abre um precedente perigoso.

É a minha opinião.

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Dia desses, postei aqui no Blog do Crespo, um fato ocorrido em uma das peças publicitárias da marca FLC, veiculada na Rádio Bandeirantes.

Quem não se lembra do caso, ou não chegou a ler a respeito, depois dê uma olhadinha no post do dia 16 de Novembro de 2009.

Pois então, por que volto ao assunto?

Primeiro, por conta de um "direito de resposta" dado por este blog à empresa FLC.

Em um segundo momento, por uma questão bastante simples: além de postar aqui no Blog do Crespo, levei o ocorrido ao conheicmento do departamento de marketing da FLC.

No dia seguinte à publicação aqui no blog, recebi um telefonema da Rádio Bandeirantes, se desculpando pelo fato e informando que o fato seria melhor apurado.

A moça que me telefonou, que prefiro aqui não divulgar o nome, disse que a FLC é um dos anunciantes da programação esportiva da Rádio Bandeirantes e que o departamento de marketing do anunciante teria entrado em contato com a rádio solicitando explicações urgentes sobre o ocorrido.

Disse que o narrador que pronunciou a tal frase, que julguei "publicidade enganosa", teria dito aquilo "sem querer" e que não havia um texto com aquela frase, como pensei.

Fiquei bastante feliz com o interesse da FLC em resolver a questão. Demonstrou preocupação com sua comunicação e principalmente com seus consumidores.

Recebi ainda, um e-mail do Sr. Márcio Freitas, do SAC da FLC, onde agradecia a observação feita por mim.

Empresa séria é assim. Já diz no nome: FLC - A marca da qualidade. 

Ninguém avaliou. Dê sua nota!

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Embora eu tenha um lindo cão caramelo da raça Labrador, que se chama Tobias, se um dia eu tivesse que escrever um livro, o título não seria "Marley e Eu", ou "Tobias e Eu".

Certamente se um dia esse livro vir a existir, se chamará "Murphy e eu".

Edward Murphy foi um capitão da Força Aérea Americana e é autor da frase "Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará".

É impressionante como esse cara gosta de andar comigo pra todo lado que eu vou. Parece que atraio problemas. Tudo acontece comigo.

Dia desses, contei aqui no Blog do Crespo uma situação desconfortável que passei dentro de um supermercado. Utilizei este espaço para desabafar e surpresa: o supermercado entrou em contato comigo!!!

Pois é. Subiu no meu conceito. Falhas acontecem, mas saber gerenciar as crises é louvável, sem dúvida alguma.

Sábado agora, fui com minha família até um lanchonete da mundialmente conhecida rede de lanchonetes Mc Donalds.

Querem saber oque aconteceu e como Murphy se manifestou?

Faça o seguinte: leia a carta que enviei hoje ao SAC do Mc Donalds no Brasil, ao SAC Mc Donalds mundial e para mais 96 veículos de comunicação em todo o país. É comprida, mas vale a pena.

Vejam: 

"Gostaria de relatar aqui, fato ocorrido comigo na manhã do último Domingo, dia 04 de Outubro de 2009, na loja do Mc Donalds localizada na Rodovia dos Imigrantes, sentido Litoral.

Por volta das 11 horas da manhã, adentrei com meu veículo, ao Drive-Thru da lanchonete acima citada. A entrada disponibilizada aos veículos se encontrava aberta.

Assim que entrei com o carro, me deparei com um cardápio em um grande painel. Escolhi então os produtos que gostaria de comprar e avancei até a primeira cabine.

Como era período da manhã, eu e minha família optamos por produtos do café da manhã, disponível no serviço de Drive-Thru daquela lanchonete, conforme informava o painel cardápio.

Acontece que a primeira cabine, que trazia uma informação que dizia: "FAÇA AQUI SEU PEDIDO" se encontrava fechada e resolvi aguardar. Aguardei por alguns minutos, enquanto conversava com meus familiares. Muitos minutos então se passaram. Ninguém apareceu e resolvi então, buzinar para ver se alguém aparecia. A tela LCD do microcomputador se encontrava ligada, porém, sem nenhum funcionário para atender. Não existia também, nenhum tipo de informação que levasse o cliente motorista até a próxima cabine.

Por conta do não atendimento à minha buzina, resolvi então me dirigir até a segunda cabine que também se encontrava fechada e por fim, cheguei a terceira e última cabine. Esta sim se encontrava aberta.

Resolvi não comentar o ocorrido e sobre o não aviso nas cabines anteriores. Achei que não faria sentido relatar à atendente que eu ficara aguardando minutos na primeira cabine sem que ninguém me atendesse. O que ela poderia fazer? Pensava eu que faria meu pedido e minutos depois, continuasse a viagem com minha família até o litoral paulista. Ledo engano.

Assim que fiz meu pedido à atendente (que nem "bom dia" me deu), ela se dirigiu até um dos caixas da loja (caixa do balcão que atende os clientes que chegam até a loja) e depois retornou me informando que o total do meu pedido daria algo em torno de R$ 5,00.

Entreguei à atendente então um cartão VR para que ela pudesse debitar o valor e eu pudesse então, finalmente, depois de mais de 10 minutos, levar as compras.

A atendente disse que para pagamento com aquele tipo de cartão, eu teria que descer, entrar na loja e aí sim digitar a senha. Ora... o serviço Drive Thru não é exatamente para evitar que o cliente tenha que entrar na loja? Por que eu teria que entrar na loja. Detalhe: chovia!!!

Com minha negação, a atendente disse que não teria o que fazer e então disse a ela, que era um problema que eles tinham que resolver e não eu. Eu estava utilizando um serviço oferecido pela loja. A entrada do Drive-Thru estava aberta e cabia a eles, a resolução do problema.

A atendente então, levou meu cartão até o caixa do balcão e voltou e PASMEM...... acreditem, disse: "O SENHOR PODE ME FALAR SUA SENHA, POR FAVOR???".

Eu não acreditei no que estava acontecendo. Eu disse a ela: "QUERIDA, VOCÊ QUER QUE EU TE DIGA A MINHA SENHA DO CARTÃO, É ISSO?".

Ela disse que sim e que essa seria a única possibilidade que eu teria de efetuar a compra com o cartão VR no serviço Drive Thru.

Achando aquilo tudo um absurdo, pedi que ela chamasse algum gerente, ou alguém que fosse responsável pela loja, naquele momento.

Chegou então até a cabine, um rapaz, de nome ANDERSON, que disse ser gerente da loja. Não que ele tenha se apresentado, porque ele simplesmente chegou e ficou olhando para minha cara. Nem o "bom dia"  que eu esperava de um gerente de uma loja Mc Donalds, ele disse. Aliás, essa falta de educação me pareceu ser bastante comum naquela loja.

Como a atendente já havia passado o caso a ele, resolveu então falar:: "O SENHOR ESTÁ QUERENDO CONFUSÃO." Eu fiquei pasmo com aquilo tudo e disse a ele: "O SENHOR TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FALANDO? O SERVIÇO DRIVE THRU É JUSTAMENTE PARA QUE EU NÃO TENHA QUE DESCER. VOCÊS É QUE DEVEM ARRUMAR UMA MANEIRA DE ME VENDER O PRODUTO. O CLIENTE ESTÁ AQUI E QUERENDO EFETIAR A COMPRA E VOCÊS ESTÃO ME IMPOSSIBILTANDO".

Senhores, querem saber o que ele, o gerente de nome ANDERSON disse: "SENHOR, O SENHOR ESTÁ TUMULTUANDO E QUERENDO ARUMAR CONFUSÃO. SE O SENHOR QUISER LEVAR O PEDIDO, TERÁ QUE DESCER E DIGITAR A SENHA".

Fiquei perplexo e disse a ele que a atendente havia solicitado a minha senha. Perguntei a ele, o que ele achava disso. Ele disse que não tinha que me responder tal indagação.

Fiquei pasmo. Não é possível. 

Outros carros chegaram então e logicamente, começaram a buzinar, por conta da demora. O gerente então, ao escutar uma buzina do carro que estava atrás, apontou o carro de trás e com ar de reprovação repetiu: "VOCÊ ESTÁ TUMULTUANDO".

Eu não acreditava no que estava acontecendo. Senti-me acuado e humilhado diante daquela situação. Minha família estava no carro e uma das crianças começou a chorar.

Que situação que me foi criada. Fui tratado como um bandido ou como alguém que havia ido solicitar uma esmola em uma das lojas da rede Mc Donalds e pior, na frente de minha família.


Ao final, vendo a minha permanência e dizendo que só sairia dali com meu pedido, o tal do Anderson disse então que era para eu então dar a volta novamente na loja, entrar de novo no drive thru que ele...prestem atenção.....ele IRIA ABRIR O CAIXA SÓ POR MINHA CAUSA, PORQUE AÍ SIM SERIA POSSÍVEL DIGITAR  SENHA. 

Só por minha causa???? Senhores, esse cara foi treinado? Vocês tem certeza disso? Será que ele sabe que quando ele veste aquele uniforme ele responde pela empresa? Vocês disseram isto a ele?

Pedi então meu cartão de volta e sabe o que ele disse? "SEU CARTÃO ESTÁ COM VOCÊ E NÃO COM A GENTE" Hahahahahah Detalhe: estava com a atendente dele que veio me trazer correndo o cartão. Pedido de desculpas??? Não, não teve nenhum pedido de desculpas.

Caros senhores responsáveis pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor do Mc Donalds Brasil:

Reconheço que o Mc Donalds sempre se destacou não só pela qualidade dos seus produtos, mas sim pela eficiência e eficácia no atendimento aos seus clientes. 

Vocês são case de Benchmarking para milhares, eu disse milhares de empresas em todo o mundo.

Aliás, o diferencial competitivo do Mc Donalds é manter o padrão da lanchonete em lojas de todo o mundo. Já tive a oportunidade de comer em Mc Donalds de lojas de inúmeros países da América do Sul, América do Norte e Europa. 

Porém, isso que aconteceu comigo hoje foi lastimável. Os funcionários de suas lojas precisam entender que precisam atender bem seus clientes. Seus salários dependem não só de bons produtos, mas sim, de respeito, comprometimento e bom atendimento junto aos seus clientes.

É assim que vocês tratam seus clientes?

Vivemos na era do consumidor. As marcas não pertencem mais aos seus acionistas e sim aos consumidores. 
O poder está na mão desses clientes consumidores e isso já faz tempo.

Penso que se todos reclamarem de pequenas coisas, o comportamento para com os clientes pode sim, ser alterado. As empresas precisam repensar a maneira como tratam seus clientes.  

Nosso país está passando por uma revolução. Temos mais de 66 milhões de internautas e presença mais do que forte nas redes sociais.  Twitter, Orkut, Facebook, Drimio, Scooby e outras influenciam nas decisões dos consumidores. E o Youtube então? Milhares de vídeos de consumidores insatisfeitos, mostrando ali "ao vivo" o descaso das empresas com os consumidores.  A empresa que ignorar o consumidor nesse ambiente, pagará caro por sua miopia.

A empresa de vocês parece desconhecer tudo isso.

Senti-me humilhado diante do que aconteceu hoje. Pretendo nunca mais voltar àquela loja.

"O consumidor satisfeito divide suas impressões com poucos, mas os clientes insatisfeitos espalham críticas bem maior", disse Selma SantaCruz, no artigo da Meio e Mensagem em uma das edições da revista do mês passado.

Farei minha parte. Além de fazer o Marketing Viral ou do Boca a Boca como preferirem, um vídeo no Youtube e releases serão enviados ainda hoje à 96 veículos de comunicação de todo o Brasil.

Além de professor universitário de futuros jornalistas, publicitários e relações públicas, sou Gerente de Mídia de um agência de publicidade e não terei dificuldade alguma para conseguir publicar minha reclamação.

Aguardo contato de forma urgente para que eu possa tomar minhas providências.

Att 

Filipe Crespo

Publicitário / Assessor de Comunicação / Professor Universitário"

Vamos aguardar para ver o que vai acontecer.

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Até mesmo por senso de justiça do mantenedor deste blog, (ou seja... eu) inúmeras foram as vezes que elogiei e critiquei a postura de profissionais de propaganda.

Como em qualquer profissão temos bons e maus profissionais na nossa área.

Dia desses, postei aqui um artigo do Francisco Gracioso que foi publicado no editorial da edição de aniversário da Revista da ESPM.

A profissão de publicitário de modo geral é muito mal vista pela sociedade. Nas últimas pesquisas publicadas, a nossa profissão é considerada uma das que menos crédito tem junto a população.

Obviamente, bombeiros e padres são aqueles que as pessoas mais confiam. Já a gente encerra a lista, lá na zona de rebaixamento, heheh, junto com políticos e corretores de seguros.

NINGUÉM CONFIA NA GENTE, PORRA!!!

Nada contra o corretor de seguros, mas esse nem eu nunca confiei. hehehe

Agora... fica a pergunta: Por que tanto ódio no coração das pessoas?

Fácil responder isso.

Vejam o motivo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ultimamente tenho lido bastante coisa sobre marketing viral, mais conhecido como o marketing do boca a boca.

A Meio e Mensagem desta semana, por exemplo, traz um artigo sobre o assunto, contando sobre um fato ocorrido nos E.U.A.

Tal artigo serviu de inspiração para que eu escrevesse este post hoje.

Vou contar um caso rápido para vocês.

No último Sábado, fui até um supermercado atacadista. Após passar pelo caixa para efetuar o pagamento das compras, um funcionário do mercado nos aguardava para a veirificação nota fiscal x compras no carrinho.

Isso feito, nos dirigimos até a porta de saída do mercado, que para não deixar qualquer dúvida que se tratava de uma porta de saída, trazia uma cartolina virada para olado externo do mercado, com os seguintes dizeres: PROIBIDO A ENTRADA DE PESSOAS COM OU SEM CARRINHO".

Uma placa escrita de maneira grosseira, ao meu ver, mas tudo bem, era uma forma de mostrar que ali ninguém poderia entrar.

Eu empurrava um dos carrinhos, enquanto minha sogra empurrava o outro.

Nesse momento, uma funcionária adentrou pela porta pilotando "em alta velocidade" um carrinho de supermercado. A menina sem respeito algum, simplesmente foi entrando e empurrando quem estivesse pela frente. Ora.... minha sogra era quem estava na frente. A menina jogou o carrinho cheio de compras contra a minha sogra. Que absurdo.

Não acreditei no que vi. Aquilo pareceu algo bastante normal para a menina, que não se desculpou em momento algum e ainda saiu dando risadas ao comentar o ocorrido com outro funcionário da loja.

Pensem comigo: entrou por uma porta que não podia, não esperou o cliente sair para depois entrar, não se importou em jogar o carrinho contra uma senhora, não se desculpou e ainda tirou sarro do ocorrido.

Ron Willingham, em seu livro CLIENTE TAMBÉM É GENTE, já dizia que falta ao funcionário de um supermercado, a sensibilidade para notar que depende do cliente para manter seu emprego. Dizia ainda Willinghan, que um repositor de mercadorias por exemplo, quando desejar trabalhar em alguma prateleira, primeiro deve esperar o cliente se retirar do local, para depois continuar seu trabalho na tal prateleira. Nunca o funcionário repositor deverá tirar o cliente da frente da prateleira, ainda que o funcionário solicite educadamente. A preferência do espaço e do tempo é do cliente.

Mas voltando a história: Será que aquela menina sabia disso? Será que ela teve algum tipo de treinamento? Será que sou crítico demais?

Mas quem me conhece sabe que aquilo não ficaria daquela forma. Ainda que duvidasse e ainda duvide que algo tenha ocorrido com aquela funcionária inexperiente e mal educada, decidi procurar a gerente da loja.

Quando a gerente chegou, pediu desculpas pelo atraso em me atender, dizendo que estava resolvendo problemas importantes dentro da loja. Respondi que se ela fosse uma boa gerente, ela consideraria minha reclamação mais importante de qualquer outro serviço que eu a teria interrompido.

Com sua afirmativa, contei o ocorrido e deixei a ela a seguinte pergunta: "É ASSIM QUE VOCÊS TRATAM SEUS CLIENTES?"

A gerente, muito educada e com aparente preocupação com o ocorrido, solicitou que a menina fosse chamada para uma advertência ou algo parecido.

Não quero que a menina seja demitida. Juro mesmo.

Penso que se todos reclamarem de pequenas coisas, o comportamento para com os clientes pode sim, ser alterado. As empresas precisam repensar a maneira como tratam seus clientes. O poder está na mão dos clientes consumidores e isso já faz tempo.

Vou enviar àquela gerente, um vídeo que tenho, que se chama: JOHNNY, O EMPACOTADOR. Acho que ela poderia passar aos seus funcionários em alguma reunião.

"O consumidor satisfeito divide suas impressões com poucos, mas os clientes insatisfeitos espalham críticas bem maior", diz Selma SantaCruz, no artigo da Meio e Mensagem, que fiz referência no início do post.

As redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook, Drimio, Scooby e outras influenciam nas decisões dos consumidores. E o Youtube então? Milhares de vídeos de consumidores insatisfeitos, mostrando ali "ao vivo" o descaso das empresas com os consumidores.

A empresa que ignorar o consumidor nesse ambiente, pagará caro por sua miopia.

Quanto ao Atacadão, espero que a gerente possa aproveitar o ocorrido para treinar seus funcionários.

Ah... esqueci e acabei escrevendo o nome do supermercado.

Ah...não tem problema é o tal do marketing do boca a boca.

 

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Pensei muito antes de postar esse vídeo aqui. Porém, o que me fez decidir por postar foi o fato de, entre inúmeros publicitários com quem conversei, ter se estabelecido um grande debate quanto à autoria do vídeo. Alguns acreditam que o víddeo foi produzido pela concorrência, por conta da qualidade do material, no que diz respeito à produção. Na minha opinião, isso é coisa de consumidor insatisfeito, e que tem a nossa querida PUBLICIDADE como profissão. E você, o que acha?

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Enquanto milhares de profissionais de mídia ficam "quebrando a cabeça" para conseguirem algum tipo de interatividade com o público consumidor, através dos meios de comunicação convencionais, outros profissionais de mídia preferem sair da "zona de conforto" e fazer algo desse tipo.

 Isso aconteceu no último dia 30 de Abril, em Londres. A T-Mobile convocou 13.500 pessoas para comparecerem à Trafalgar Square para algo, que fez questão de não divulgar. Lá chegando, o público recebeu microfones e como que num karaoke gigante, virados para um imenso telão, todos cantaram Hey Jude, dos Beatles.

Isso sim é que se pode chamar de interatividade com o público. É a marca sendo participativa. Algo que ainda falta por aqui. Culpa de quem? Sei não. Acho que nossa, profissionais de mídia.

 É...essa tal da interatividade ainda vai dar o que falar.

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