Vale relembrar.

Campanha para a FNAC, premiada pelo Festival de Cannes, em 2002.

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Quem diria.

Como todos sabem, com a Lei Cidade Limpa, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2007, a veiculação de publicidade em mídia exterior ficou proibida em São Paulo.

Com isso, muitos anunciantes, tiveram que migrar suas verbas, (até então destinadas para a mídia exterior) para outros meios de comunicação. Quem saiu ganhando bastante com isso aqui em São Paulo, foi a mídia indoor.

Porém, por algum motivo que prefiro não saber qual, o prefeito Kassab, voltou atrás, na semana passada e decidiu regulamentar parte da publicidade em mídia exterior.

Segundo o Decreto n° 50.737, de 15 de Julho de 2009, fica liberada a publicidade nos 1.000 relógios de rua existentes na cidade de São Paulo.

Além disso, também fica permitida a publicidade em 8.000 abrigos de ônibus no município.

A licitação para exploração publicitária nos relógios será divulgada no Diário Oficial ainda nesta semana. Já para os abrigos, a licitação deverá ser publicada no mês que vem.

Que pressa, hein Kassab!!!

A licitação prevê que os relógios tragam informações sobre trânsito, pontos de alagamentos e possuam câmeras de segurança.

As empresas vencedoras poderão explorar a publicidade em regime de concessão por 16 anos no caso dos relógios e 20 anos no caso dos abrigos.

Atualmente, a empresa Publicrono é quem detém os direitos para comercialização dos relógios de rua. A empresa teve o contrato vencido em 2007, e já foi prorrogado por duas vezes.

Ué, então não podia, mas, como tinha um contrato com a Prefeitura, comercializava espaço nos relógios?

A Publicrono cuida atualmente de 330 relógios, pagando R$ 700,00 por mês para cada unidade para a Prefeitura. (com ou sem anunciante).

 

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Ufa!!! Eu achei que eles não fariam nada.

Demoraram, mas apareceram na mídia se explicando.

Para quem não sabe, no mês passado, a Justiça proibiu a empresa espanhola de comercializar o Speedy.

Isso ocorreu devido ao grande número de reclamações de usuários do produto.

Será que agora melhora? Esperamos que sim.

Só para constar, a Net, concorrente da Telefônica, registrou lucro de 130 milhões de reais, no segundo trimestre de 2009 (valor 361% maior que no igual período de 2008).

A campanha é da Agência DM9DDB. O vídeo, que está sendo veiculado em tv aberta, está no youtube, mas indisponível para incorporar em outros sites.

Sendo assim, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=Rnn1xAxTJOw

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Publicidade de um restaurante vegetariano na Suiça.

Aqui em São Paulo isso não seria possível.

Árvores, postes, e próprios públicos em geral não podem receber nenhum tipo de publicidade.

Até concordo nesse aspecto. Publicidade em árvore já é demais, ainda que tenha o uso da criatividade, como nesse caso.

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Ultimamente tenho lido bastante coisa sobre marketing viral, mais conhecido como o marketing do boca a boca.

A Meio e Mensagem desta semana, por exemplo, traz um artigo sobre o assunto, contando sobre um fato ocorrido nos E.U.A.

Tal artigo serviu de inspiração para que eu escrevesse este post hoje.

Vou contar um caso rápido para vocês.

No último Sábado, fui até um supermercado atacadista. Após passar pelo caixa para efetuar o pagamento das compras, um funcionário do mercado nos aguardava para a veirificação nota fiscal x compras no carrinho.

Isso feito, nos dirigimos até a porta de saída do mercado, que para não deixar qualquer dúvida que se tratava de uma porta de saída, trazia uma cartolina virada para olado externo do mercado, com os seguintes dizeres: PROIBIDO A ENTRADA DE PESSOAS COM OU SEM CARRINHO".

Uma placa escrita de maneira grosseira, ao meu ver, mas tudo bem, era uma forma de mostrar que ali ninguém poderia entrar.

Eu empurrava um dos carrinhos, enquanto minha sogra empurrava o outro.

Nesse momento, uma funcionária adentrou pela porta pilotando "em alta velocidade" um carrinho de supermercado. A menina sem respeito algum, simplesmente foi entrando e empurrando quem estivesse pela frente. Ora.... minha sogra era quem estava na frente. A menina jogou o carrinho cheio de compras contra a minha sogra. Que absurdo.

Não acreditei no que vi. Aquilo pareceu algo bastante normal para a menina, que não se desculpou em momento algum e ainda saiu dando risadas ao comentar o ocorrido com outro funcionário da loja.

Pensem comigo: entrou por uma porta que não podia, não esperou o cliente sair para depois entrar, não se importou em jogar o carrinho contra uma senhora, não se desculpou e ainda tirou sarro do ocorrido.

Ron Willingham, em seu livro CLIENTE TAMBÉM É GENTE, já dizia que falta ao funcionário de um supermercado, a sensibilidade para notar que depende do cliente para manter seu emprego. Dizia ainda Willinghan, que um repositor de mercadorias por exemplo, quando desejar trabalhar em alguma prateleira, primeiro deve esperar o cliente se retirar do local, para depois continuar seu trabalho na tal prateleira. Nunca o funcionário repositor deverá tirar o cliente da frente da prateleira, ainda que o funcionário solicite educadamente. A preferência do espaço e do tempo é do cliente.

Mas voltando a história: Será que aquela menina sabia disso? Será que ela teve algum tipo de treinamento? Será que sou crítico demais?

Mas quem me conhece sabe que aquilo não ficaria daquela forma. Ainda que duvidasse e ainda duvide que algo tenha ocorrido com aquela funcionária inexperiente e mal educada, decidi procurar a gerente da loja.

Quando a gerente chegou, pediu desculpas pelo atraso em me atender, dizendo que estava resolvendo problemas importantes dentro da loja. Respondi que se ela fosse uma boa gerente, ela consideraria minha reclamação mais importante de qualquer outro serviço que eu a teria interrompido.

Com sua afirmativa, contei o ocorrido e deixei a ela a seguinte pergunta: "É ASSIM QUE VOCÊS TRATAM SEUS CLIENTES?"

A gerente, muito educada e com aparente preocupação com o ocorrido, solicitou que a menina fosse chamada para uma advertência ou algo parecido.

Não quero que a menina seja demitida. Juro mesmo.

Penso que se todos reclamarem de pequenas coisas, o comportamento para com os clientes pode sim, ser alterado. As empresas precisam repensar a maneira como tratam seus clientes. O poder está na mão dos clientes consumidores e isso já faz tempo.

Vou enviar àquela gerente, um vídeo que tenho, que se chama: JOHNNY, O EMPACOTADOR. Acho que ela poderia passar aos seus funcionários em alguma reunião.

"O consumidor satisfeito divide suas impressões com poucos, mas os clientes insatisfeitos espalham críticas bem maior", diz Selma SantaCruz, no artigo da Meio e Mensagem, que fiz referência no início do post.

As redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook, Drimio, Scooby e outras influenciam nas decisões dos consumidores. E o Youtube então? Milhares de vídeos de consumidores insatisfeitos, mostrando ali "ao vivo" o descaso das empresas com os consumidores.

A empresa que ignorar o consumidor nesse ambiente, pagará caro por sua miopia.

Quanto ao Atacadão, espero que a gerente possa aproveitar o ocorrido para treinar seus funcionários.

Ah... esqueci e acabei escrevendo o nome do supermercado.

Ah...não tem problema é o tal do marketing do boca a boca.

 

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Terminei a leitura do livro OS 10 MANDAMENTOS DA PROPAGANDA, escrito por Bob Garfield.

Para quem não sabe quem é esse indivíduo, aqui vai a explicação. Ele é o crítico de propaganda mais atuante e respeitado no cenário mundial.

É isso mesmo. Muitas campanhas criticadas por ele, foram retiradas do ar, dias depois. Por outro lado, campanhas elogiadas por ele, obtiveram sucessos.

As agências, antes de veicularem as campanhas de seus clientes, primeiro enviam dvds para ele dar seu "pitaco".

Por quase duas décadas, escreve na Advertising Age, veículo especializado dos E.U.A.

Embora o cara seja um pouco convencido, recomendo a leitura para todos os profissionais e estudantes de propaganda.

Cases e mais cases são ali colocados para discussão. A leitura do livro, me fez prestar atenção em outras questões, nunca antes pensadas, quando via a produção e planejamento de uma propaganda. Um ótimo livro para discutir técnicas de propaganda.

O ponto fraco do livro é que ele aborda somente campanhas do exterior. 

Na minha opinião, falta um livro desse estilo para o nosso mercado nacional.

Alguém que já tenha lido esse livro, sabe se existe um livro assim para o nosso mercado? Se não existe, alguém com "bagagem" poderia escrever.

Não sei o preço dele, porque ganhei da minha namorada. :) 

Fica a dica.

 

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